ESTRATÉGIA

PHD 2004. Uma empresa de serviços

A meta é fazer com que, em 2006, 80% das receitas venham da prestação de serviços aos usuários das plataformas de software aqui representadas pela PHD Brasil.
 

2004 vai passar à história como o ano em que a PHD Brasil - sem prejuízo das soluções que hoje integram a numerosa família de produtos de software aplicados à gestão inteligente de grandes bancos de dados - se transformará numa empresa de serviços. Uma das ações que compõem a estratégia é a venda de soluções de BI (Business Intelligence), em regime de off shore, para o mercado norte-americano.

O presidente, Luiz Pizani, explica que a empresa está apenas seguindo uma tendência, segundo ele, universal e irreversível - a ênfase ao atendimento na pré e pós-venda. No caso da PHD Brasil, isso inclui desde a consultoria de alto nível e dimensionamento das soluções, até a implantação e gerenciamento delas. Em 2003, os serviços compuseram apenas 20% das receitas, contra 80% relativos à venda de licenças de software. Mas a proposta, a partir deste ano, é trabalhar para que, em 2006, essa relação esteja totalmente invertida. Já em 2004, a expectativa é de que os serviços representem 30% do faturamento global.

"A ênfase aos serviços não implica, porém, abandonar o trabalho pelo qual, nestes 15 anos, a PHD Brasil vem disseminando, no País, o estado da arte em soluções aplicadas à gestão inteligente de grandes volumes de dados", ressalva Pizani. Pelo contrário, ele garante que o caminho para atingir a meta passa, obrigatoriamente, pela valorização da tecnologia, mediante reforço ao atendimento prestado aos usuários dos produtos que a empresa aqui distribui, com exclusividade - o SyncSort (acelerador de aplicações), MetaCenter (repositório de metadados), StorHouse (NearLine Storage) e Ambeo (monitor de uso de banco de dados, performance e SQL queries). Outro elemento importante nessa reviravolta é a oferta de serviços em SAP BW (Business Information Warehouse), resultado de parceria tecnológica com a SAP (veja detalhes na seção Parcerias).

 

Off shore. Ação começa pelos Estados Unidos

Tecnologia de ponta e a reconhecida experiência em metadados credenciam a PHD Brasil para oferecer aos norte-americanos serviços de BI em regime de off shore.
 

A decisão da PHD Brasil, de investir pesado em serviços de BI (Business Intelligence), no modelo off shore, é uma opção natural, que se sustenta na segurança da empresa quanto à excelência da tecnologia dos produtos que representa e, ainda, na experiência acumulada em projetos específicos, que acabaram por credenciá-la para disputar, em situação de vantagem, o concorrido mercado

norte-americano. "Além do respaldo que lhe dão os parceiros, a PHD incorpora enorme know-how, por exemplo, no projeto de adaptação, para o Português, da interface do DAG, solução desenvolvida pelo Data Advantage Group, autoridade em metadados", justifica o presidente Luiz Pizani.

Também faz parte da estratégia da PHD Brasil, rumo ao mercado de off shore, a ampliação das parcerias nas áreas de especialização da empresa: performance em data warehouse (DW), metadados e nearline storage, revela Pizani. Atualmente, segundo ele, boa parte dos projetos diz respeito a aplicações de ETL (Extraction, Transformation and Load), o que permite à empresa imprimir a própria marca no equivalente a mais de um terabyte dos dados organizados em DW no País. Os grandes clientes são, especialmente, as indústrias bancária (contas-correntes) e de telecomunicações (sistemas de billing). "Logo, o espaço a ocupar ainda é enorme", argumenta Pizani.

Mas, na ação de conquista do mercado de serviços de off shore na área de BI, o que conta mesmo a favor da empresa é a alta especialização em aplicações analíticas. Hoje, os projetos nessa área representam 70% dos negócios, contra 30% relativos ao tratamento de grandes volumes de dados e aplicações complexas. "A especialização explica 100% o sucesso da PHD Brasil, cuja receita cresceu 30% em 2003, depois de avançar outros 15% no ano anterior, a despeito da relativa estagnação da economia brasileira. O grande responsável pelo resultado é a crescente demanda de soluções de DW, incluindo produtos e serviços", diz o executivo.
 

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