RESPONSABILIDADE SOCIAL

PHD concorre a prêmio

Há seis anos participando do projeto Casa da Amizade, que dá assistência a mais de 250 famílias carentes da favela do Grotão de Paraisópolis, em São Paulo, a PHD Brasil foi indicada ao Prêmio “Amigo do Morumbi”, que, com justiça, coube a Hélvio Mattion, o idealizador do movimento.

A notícia da indicação encheu de alegria a diretora Cristina Pizani. “Para nós é uma honra enorme, mas, também, uma felicidade imensa, por ser esse um projeto que vai além da simples doação, trabalhando para aumentar a auto-estima e a consciência de cidadania das pessoas”, diz ela. Cristina conta que a parceria nasceu em 1998, graças à amizade entre Helvio Mattion, mentor do projeto, e Luiz Pizani, presidente e fundador da PHD Brasil. Desde então, todos os sábados, ela e Pizani vão pessoalmente até o Ceagesp para comprar e recolher, em regime de doação, frutas legumes, verduras, destinados a complementar a dieta alimentar das famílias. “Nós escolhemos ajudar dessa forma porque consideramos que, bem alimentadas, as pessoas, a começar pelas crianças, têm mais energia para lutar por melhores condições de vida”, explicam os empresários.

O trabalho da PHD Brasil vai mais longe. A empresa mobiliza os atacadistas, estimulando-os a contribuir com doações. “Nem mesmo os compromissos de negócio nos fazem abrir mão dessa atividade, que, para nós, é sagrada”, diz Cristina. A dedicação inspira o respeito da comunidade. “Terminadas as compras de alimentos, na sexta-feira à noite, o caminhão é descarregado na Casa da Amizade, em área completamente aberta, acessível a qualquer transeunte. Mas ninguém toca nos caixotes até que comece a distribuição na manhã de sábado”, conta a empresária.

Lição de solidariedade

O grande premiado, com justiça, foi Helvio Mattion, que, há dez anos, criou o Projeto Trajetória - Casa da Amizade, um dos mais bem estruturados programas assistenciais encaminhado por voluntários no País: além de alimentos, provê educação no sentido pleno, da alfabetização às noções de cidadania. “O prêmio me faz feliz. Mas o que importa mesmo é a ação que se desenvolve na região, graças a pessoas abnegadas. Sozinho, com movimento em apenas na mão esquerda e preso a uma cadeira de rodas, eu poderia fazer muito pouco”, reconhece Mation, ele mesmo, o retrato pronto e acabado da solidariedade.

“O projeto Casa da Amizade serve para nos colocar diante das diferenças sociais na região do Morumbi e, principalmente, para chamar a atenção das pessoas mais favorecidas pela sorte para a necessidade de ajudar a quem precisa. A única saída possível para a nossa sociedade é a generosidade”, conclama o voluntário.
Tudo começou em 1995, quando Mattion, participando da distribuição de sopa para pessoas carentes nas proximidades do Portal do Morumbi, conheceu crianças muito pobres que vinham de longe para tomar um prato de sopa. Sensibilizado com a situação dos pequeninos, ele perguntou onde moravam e, um dia, foi conhecer o local acompanhado por um deles, no coração da favela do Grotão de Paraisópolis.

Impressionado com a condição de miséria absoluta das famílias, o voluntário resolveu comprar um pequeno espaço de terra onde foi construído, em regime de mutirão, o “barraco” onde agora funciona a sede da Casa da Amizade. Na época, o objetivo era criar um centro comunitário e promover ações de melhoria da qualidade de vida da comunidade. E o primeiro passo foi a distribuição, todos os sábados, de alimentos (verduras, legumes e frutas) doados principalmente pelos supermercados da região, recolhidos e distribuídos por voluntários. Mas o movimento que começou atendendo cerca de 70 famílias, agora mantido por doações do Ceagesp, pessoas e empresas da região, atualmente fornece, por mês, cerca de oito quilos de alimentos a mais de 250 famílias.

“O melhor é que o projeto evoluiu, desenvolvendo ações que buscam resgatar a cidadania das pessoas, para que, por atitude própria, possam sair do estado em que se encontram”, orgulha-se Mattion. Dez anos depois, a Casa da Amizade provê campanhas de alimentação, assistência às gestantes, apoio a projetos de urbanização, programas de integração social, parque infantil, curso de alfabetização para adultos e aulas de capoeiras e, entre outras atividades, distribuição de material escolar.
 

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