O fim do caos
|
Onde encontrar aquela informação que você leu outro dia, nos milhares de
e-mails parados na caixa de entrada do OutLook? Quer nunca mais precisar
perder tempo nesse tipo de busca? Fique de olho na novidade que vem por aí. |
|
O uso massificado da Internet como meio de comunicação e ambiente de negócios, somado à verdadeira enxurrada de cartas, bilhetes e até mensagens de voz, entre outros tantas mídias, faz com que, atualmente, cerca de 80% das informações em circulação nas corporações permaneçam dispersas; isto é, inteiramente fora dos bancos de dados, o que torna impossível o armazenamento e, pior o controle |
|
|
e resgate delas pelos usuários. A situação é mais grave na medida em que é preciso separar o joio do trigo. Pesquisa recente, da Pew Internet & American Life Project, revela que, em escala mundial, somente a quantidade de e-mails gerados por dia chega a 30 bilhões. Metade é lixo. O trânsito de malas diretas na Internet, diz a Brightmail Inc, cresceu de 8% a 40%, entre 2001 e 2002, enquanto as mensagens indesejadas (spam) somaram 76 bilhões, em 2003, pelas contas da eMarketer. |
|
Mas, se depender de Bill Inmon, muito em breve, esse acervo poderá ser filtrado, tratado e inserido nas bases de dados, com rapidez, eficiência e economia. O "pai" dos sistemas de data warehouse, consultor da PHD Brasil, se prepara para lançar o Inmon Data Systems, solução que tomando emprestado o nome da empresa do especialista, permite rastrear, visualizar e tratar todas as mensagens dispersas, a começar pelos e e-mails, graças, basicamente, a um expediente simples: a arquitetura dos gráficos. O princípio tecnológico empregado é o cluster, que agrupa os itens por assunto e conforme a demanda em termos de acesso.
Inmon explica que as informações dispersas se classificam, quase sempre em dois blocos: documentos, propriamente ditos (e-mails, cartas etc.), e registros, gerados pelas áreas de recursos humanos, serviço médico, recrutamento e SAC (Serviços de Atendimento ao Cliente), todos eles compostos de dados e comentários. "Um universo de informações sempre preciosas, mas que, sem organização e tratamento, perdem o valor e expõem as empresas ao caos", justifica o consultor da PHD. A solução, que integra três ferramentas (visualização, registro e documento), é inédita e se diferencia dos mecanismos de busca, tais como o Google, pelo fato de olhar não para fora, mas, sim, para dentro das próprias empresas.
Um dos primeiros usuários do Inmon Data Systems é
um consórcio de 40 empresas, entre elas a Petrobras, que pretende utilizar a
solução para rastrear, organizar e administrar, num data warehouse, dados
dispersos sobre um tipo raro de doença respiratória, que já teria levado uma
criança à morte. De início, o número de documentos dispersos a tratar alcança a
marca de 70 mil.