UP-TO-DATE
Mercado de BI avança rapidamente
A necessidade de reduzir os riscos operacionais, bem como de emprestar maior
rapidez e acerto às decisões - requisitos de competitividade - vem alimentando a
indústria de soluções de BI. A IDC (International Data Corporation) calcula que,
em escala mundial, ela teria faturado, em 2003, o equivalente a US$ 3,9 bilhões,
enquanto a E-Consulting estima que, no Brasil, no mesmo período, a receita de
vendas das fábricas de software especializadas atingiu a marca de US$ 1,4
milhões, ou R$ 4,3 milhões, valor que traduz crescimento de 39% em relação a
2001/2002.
A estatística desmente a tese de que, em TI, o Brasil ainda segue a reboque dos
países desenvolvidos. De fato, em 2003, nos Estados Unidos, a receita auferida
pelos provedores de soluções de BI foi de US$ 10,2 bilhões. Mas o crescimento
estancou nos 21%. Mais ainda: de 2001 para 2002, segundo a E-Consulting, lá, a
indústria local faturou US$ 8,4 bilhões, mas o crescimento não passou de 29%.
Aqui, as receitas somaram R$ 3,1 bilhões, registrando-se crescimento de 64%.
A expansão do mercado brasileiro de BI, ainda de acordo com a E-Consulting,
começou há dois anos. Em 2000, ele movimentava cerca de R$ 900 milhões; no ano
seguinte, porém, deu um salto de 108%, faturando R$ 1,9 bilhão. No mesmo
período, nos Estados Unidos, a indústria reportava crescimento de 51%, saindo de
uma receita de US$ 4,3 bilhões para US$ 6,5 bilhões.
Daniel Domeneghetti, diretor de Estratégia e Conhecimento da E-Consulting,
atribui o desempenho do mercado nacional à necessidade que hoje têm os
executivos de reduzir os riscos operacionais, mas, também de garantirem decisões
rápidas e com maior margem de acerto. “Na economia global, as empresas precisam
utilizar, de fato, a informação de que dispõem para se tornarem mais
competitivas. Acontece que, na maioria das vezes, ela está perdida. A
implantação de sistemas de BI, fundamentais enquanto ferramentas de apoio a
negócios, dá à corporação a oportunidade de reorganizar os processos e a massa
de informações estratégicas”, argumenta o consultor.